Como tudo evolui, e sobrevive quem tem mais capacidade para resistir às intempéries, de acordo com Charles Darwin, com a Internet não seria diferente. A Web 2.0 trouxe muitos ganhos à navegação, por meio da interatividade e da questão da comunidade, e já avançamos as discussões para Web 3.0. Dessa forma, aquele conceito de aldeia global, que ouvimos há vários anos, realmente tornou-se realidade. As comunidades proliferam e o usuário agora é o provedor do conteúdo, o que garante uma disseminação muito grande do conhecimento.
A Web 2.0 pode ser considerada como a segunda onda dos serviços on-line. Existem muitas tentativas de definir este conceito, mas essa questão do conteúdo colaborativo gerado pelos usuários é algo ímpar. Além disso, o serviço “Always beta”, em constante melhoria, permite a disponibilização de APIs (Application Programming Interface) públicas para que os usuários possam fazer mashups destes serviços em seus sites e blogs.
Um paralelo muito claro entre os momentos Web 1.0 e Web 2.0 pode ser feito da seguinte forma:
| Web 1.0 | Web 2.0 |
| Usuários liam o conteúdo | Usuários produzem este conteúdo |
| As companhias eram o foco | A comunidade é o foco |
| Cliente-servidor | Arquitetura peer to peer |
| HTML | AJAX e XML |
| Home pages | Blogs |
| Texto | Vídeo e podcast |
| Acesso dial up | Acesso via banda larga |
| Informação | Opinião |
É claro que essa evolução teve vários fatores decisivos, como o crescimento dos usuários de banda larga no mundo, segundo definição de Tim O´Reilly, CEO da O´Reilly Media. Mas ainda existem alguns gargalos, como o baixo acesso à Internet no Brasil, de acordo com pesquisa divulgada pelo Comitê Gestor da Internet No Brasil, que indica que a Internet está em menos de 20% dos lares no País e metade dos brasileiros nunca ligou um PC.
Mesmo assim, as perspectivas são muito otimistas, pois o interesse do usuário por produzir um conteúdo e compartilha-lo com seus amigos, ou seja, criar uma comunidade com interesses afins, é o maior charme da Web 2.0. Na evolução, surgem os aplicativos móveis na Web 2.0, por meio dos quais a comunidade cria o conteúdo adicionando imagens e textos para que os outros usuários tenham acesso.
A Internet tende a melhorar cada vez mais para oferecer serviços de extrema relevância e exclusivos para cada usuário. Conhecer melhor o perfil de buscas dos usuários e das pessoas com quem se relacionam são condições primordiais para as empresas que aderiram a esta tendência. Assim, é possível traçar com mais precisão os principais interesses dos usuários. O Apontador já tem feito isso por meio de serviços gratuitos, pois a empresa acredita que a Internet deve ser para todos. Assim, pessoas se aproximarão e terão informações e promoções de acordo com seus interesses. Estamos “apontando” o caminho para um novo futuro, a Web 3.0.
por Rafael Siqueira





